Bino Lopes brilha na PF, mas terá que correr triagem no Rio - EsporteNaRede

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Bino Lopes brilha na PF, mas terá que correr triagem no Rio

O dia de ontem foi de emoções opostas para o baiano Campeão Brasileiro Bino Lopes.

Da redação com informações do ©WSL e Taurus Comunicação
Fotos: Luca Castro/Taurus Comunicação

No mesmo momento em que fazia a festa do torcedor baiano na praia do Papagente, no município de Mata de São João, litoral norte da Bahia, onde disputa o Praia do Forte Pro, o surfista profissional baiano, Bino Lopes recebia a informação de que terá que disputar uma triagem para participar do Oi Rio Pro 2016, a etapa do CT, a divisão de elite do Surf mundial no Brasil, que acontece no Rio de Janeiro, entre os dias 10 e 21 de maio.

Nos últimos nove anos, o convidado do Brasil para disputar a etapa do CT era o Campeão Brasileiro do ano anterior. A partir deste ano, Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), que organiza o evento, optou pela triagem para definir o convidado. É a segunda vez que a FESERJ altera a forma de escolher o representante brasileiro.

Antes de ser o campeão brasileiro, o representante do Brasil era o campeão carioca de Surf profissional. Até que o baiano Alandreson Martins se mudou para o Rio de Janeiro, disputou o Campeonato Carioca, foi campeão e a FESERJ decidiu mudar a regra do jogo, convidando o Campeão Brasileiro.

Bino entre os locais da PF.
Na Praia do Forte, sobrou motivos de sobra para comemorar. O “filho da terra” Bino Lopes, atual campeão brasileiro profissional de surfe, apresentou boas manobras e esteve entre os melhores do dia. Com 13,85 pontos, ele liderou a bateria e deixou para trás o top do CT Miguel Pupo, Aurélio Souza e Kadu Medeiros.

Já na areia, Bino foi bastante assediado pela torcida e confessou que os primeiros momentos na água foram de nervosismo. “A bateria começou tensa para mim, mas depois que cheguei ao outside, eu me senti mais tranquilo. Só queria encontrar as ondas, porque conheço bem o pico, e felizmente eu achei, pois não adianta nada você conhecer a bancada e a onda não vir para você. Deu tudo certo e agora é manter o ritmo e continuar me soltando cada vez mais", disse.
Ele também comentou sobre a estratégia utilizada na bateria. "Eu costumo surfar mais nas direitas, mas gosto muito da esquerda também. A direita é uma onda mais imprevisível, enquanto a esquerda é mais certa. Como o swell hoje estava meio estranho, ventando bastante, a direita fica mais constante e por isso optei por ela", relatou.

Franklin Serpa.
Na última bateria do dia, mais um motivo para encher os locais de alegria. Nascido em Pernambuco, mas autodenominado baiano, Franklin Serpa acumulou notas 7.5 e 7 para avançar à terceira fase. "Estava pensando nessa bateria desde ontem e estava um pouco apreensivo, mas confiante, porque estava surfando com a galera, vendo os treinos de outros atletas e analisando bastante os competidores surfando de backside nas baterias anteriores. No início, eu fiquei sentado no canal e estava na dúvida se ia para a esquerda ou direita. Vi o Marquinhos Correa indo para a esquerda, mas lembrei do meu pai, que sempre fala para eu apostar no meu backside nas baterias, e acabei indo para as direitas. Deu tudo certo e consegui encaixar as manobras", comentou Serpa.

O terceiro dia do Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro também foi marcado pela visita de cerca de 20 crianças de escolas da rede municipal de ensino de Mata de São João. Eles conheceram toda a estrutura do evento, visitaram os bastidores e conversaram com os surfistas. Aline Santos, de seis anos, comemorou a oportunidade. “Entendo quase nada de surfe. Mas todo mundo foi legal com a gente. Gostei muito. Não imaginava que fosse assim. É grande, né”, questionou em tom de espanto.

Crianças de escolas da rede municipal de ensino de Mata de São João.


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