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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Tênis de Mesa ajusta planejamento para os Jogos Olímpicos em 2021

Indefinição sobre a nova data e sobre o fim da quarentena prejudicam posicionamento sobre a preparação dos atletas.

Meninas do Brasil estão garantidas nos Jogos.
Colaboração de texto: Nelson Ayres/Claudia Mendes/CBMT
Colaboração de foto: ITTF

Rio de Janeiro (RJ)Com os Jogos Olímpicos de Tóquio adiados para 2021, resta agora ajustar o planejamento traçado para o torneio. Um cenário de grande indefinição neste momento para profissionais e atletas, já que a nova data ainda não foi marcada e os atletas seguem treinando de forma improvisada em suas residências, sem poderem disputar competições de alto nível.

Hugo Hoyama, técnico da Seleção feminina, destaca o acerto no adiamento dos Jogos Olímpicos. E explica que o benefício não foi apenas na parte física, já que o isolamento causa outros danos aos esportistas. “Foi uma decisão correta. Não é fácil ficar esse tempo todo sem treinar muito, para chegar na Olimpíada bem preparado, não só fisicamente, mas também mentalmente. Vai ser melhor para todos os atletas em 2021. Temos que sentar para refazer esse planejamento. O mais importante é que temos as vagas das equipes garantidas. Elas precisam voltar aos treinos com a mesma motivação, e usar esse tempo de confinamento para continuarem treinando”.

Mas, a mudança é inevitável. Consultor técnico da CBTM e treinador de Hugo Calderano, o francês Jean-René Mounié revela que modificações profundas devem acontecer no planejamento do número 7 do ranking mundial. “Muda bastante. Vamos ter que criar uma nova estratégia quando soubermos mais do calendário. Muda também a nossa própria estratégia, o Hugo tem que treinar sabendo que temos pelo menos um ano ao invés de quatro meses para os Jogos. É desconfortável pensar sem saber quais eventos e quais etapas teremos que participar. Estamos pensando em como nos adaptar e tirar algo positivo dessa crise. Para isso, temos que nos manter com boa saúde e tentar otimizar esse tempo confinado para desenvolver outras ferramentas e competências, considerando os limites de ficarmos isolados”, explica.

O técnico da Seleção masculina, Francisco Arado, o Paco, também explica que pouco pode ser feito em termos de planejamento no momento, em razão da quarentena: “É difícil saber neste momento como será o planejamento. Ainda não sabemos quando vai acabar a pandemia, nem temos as datas dos eventos. Acho que o mais importante agora é cuidar da saúde das pessoas”.

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