» » Projeto leva cultura da Capoeira a escolas públicas de Salvador

Alunos de 7 a 17 anos podem se inscrever nas escolas Francisco Leite, Arlete Magalhães e nas Escolas Laboratório José Arapiraca e Cid Passos.

Colaboração de texto: Sara Santiago/De Peito Aberto

Cerca de mil crianças de escolas públicas de Salvador serão beneficiadas com o projeto “Ginga De Peito Aberto”, que irá oferecer aulas de capoeira nas escolas Francisco Leite, em Águas Claras; Arlete Magalhães, em Castelo Branco; e nas Escolas Laboratório (Escolab) José Arapiraca, na Boca do Rio; e Cid Passos, em Coutos. Podem participar da iniciativa alunos de 7 a 17 anos que estejam devidamente matriculados na rede de ensino. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nas próprias unidades escolares, das 9 às 12h e das 14 às 17h.

Com duração de um ano, o projeto “Ginga De Peito Aberto” é realizado através da Lei Rouanet com o patrocínio da Cielo e Cateno, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (Smed), e a gestão da organização De Peito Aberto Incentivo ao Esporte, Cultura e Lazer.

O projeto garante aos beneficiados todo material para a prática da atividade, como calça, camisa, sandálias, berimbaus, atabaques e pandeiros, além de contratar coordenadores, professores e auxiliares para o ensinamento da didática educacional e pedagógica, que será alinhada com a transformação socioeducacional.

“O projeto tem como objetivo trabalhar o indivíduo no meio coletivo, incentivando o respeito e o diálogo, gerar reflexão da importância da prática e da preservação da capoeira e das danças afro-brasileiras, valorizar o ensinamento lúdico e difundir esta manifestação cultural mundialmente conhecida, tendo como público-alvo jovens em situação de vulnerabilidade social”, afirma Ricardo Santana, coordenador técnico do projeto.

Capoeira e educação

O projeto “Ginga De Peito Aberto” também visa utilizar a capoeira como ferramenta educacional, sintonizada com a questão da interdisciplinaridade, uma vez que essa expressão cultural atua nos campos da arte, da música, da dança e da história, se encaixando em muitos dos temas transversais.

“Atualmente, a capoeira está presente em 150 países, contudo, sua prática entre os mais jovens está aquém da sua importância, principalmente entre os que estão em situação de vulnerabilidade social. Devido a isso, o projeto “Ginga De Peito Aberto” busca firmar-se como uma iniciativa de preservação desta modalidade cultural tão rica e importante para a memória brasileira, sobretudo a baiana”, destaca Hagmar Madeira, presidente da organização De Peito Aberto Incentivo ao Esporte, Cultura e Lazer.


Sobre os autores:

Gabriella Simões fez Fotografia Digital no Sesc e é associada a Arfoc/Brasil através da Arfoc/BA. Miguel Brusell é formado em Comunicação Social na UFBA, tem pós em Gestão de Informações para Multimeios na FTC e bloga desde 2003.
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