» » Perna brasileira do Mundial QS começa neste fim de semana

Começa neste fim de semana a nova “perna brasileira de fim de ano” da ASP South America, com três etapas seguidas que serão decisivas na disputa pelas vagas do ASP Qualification Series para as elites masculina e feminina do WCT.

Colaboração de texto: João Carvalho/ASP SouthAmerica 
Colaboração de foto: BasilioRuy/FECASURF

A largada é neste sábado com a estreia do Oceano Santa Catarina Pro, que marca o retorno da Praia da Joaquina e de Florianópolis ao Circuito Mundial de Surfe Profissional com etapas do ASP 6-Star masculina e ASP 5-Star feminina que vão até o sábado seguinte. Depois todos partem para o litoral sul da Bahia, onde será realizado pelo segundo ano consecutivo o ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival, do dia 27 a 1º de novembro na Praia da Tiririca, em Itacaré, também com provas do QS masculina e feminina.

E para fechar a “perna brasileira”, mais uma estreia com o O´Neill SP Prime nos dias 3 a 9 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.Cerca de 250 surfistas de mais de vinte países vão invadir o Brasil a partir desta semana para competir nos três eventos. Um total de 176 competidores de 21 países já está inscrito para disputar a categoria masculina do ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro e no ASP 5-Star feminino são 28 representantes de dez países, incluindo algumas tops da elite mundial, como as havaianas Coco Ho e Alessa Quizon, a australiana Laura Enever e a francesa Pauline Ado.

Outra grande atração será a cearense Silvana Lima, que já garantiu o seu retorno ao WCT com a primeira colocação no ranking do ASP Women´s Qualification Series, pois ela não perde mais esta posição nas três etapas que restam para fechar a temporada feminina. Além das duas no Brasil, a ASP South America encerra este circuito com outra estreia no Chile, o Maui and Sons Woman Pichilemu Pro nos dias 13 a 16 de novembro nas grandes ondas de Punta de Lobos.

Entre os homens, Adriano de Souza, Jadson André e Alejo Muniz, também reservaram vagas, mas dependem das suas participações na etapa portuguesa do WCT, que tem prazo até o dia 23 para ser encerrada em Peniche. Já os cinco brasileiros que estão se classificando para a elite mundial do ano que vem estão confirmados, os paulistas Wiggolly Dantas e Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes e Willian Cardoso e o potiguar Italo Ferreira.

Além deles, todos que estão na briga direta pelas vagas no G-10 do QS vão competir na última etapa do ano com nível 6 estrelas de 3.500 pontos na Praia da Joaquina, como o havaiano Keanu Asing (7º no ranking), Charles Martin (10) da Ilha Guadalupe, os norte-americanos Tim Reyes (14), Michael Dunphy (16) e Patrick Gudauskas (20), os neozelandeses Ricardo Christie (17) e Billy Stairmand (18), os franceses Maxime Huscenot (19) e Joan Duru (21), os australianos Jack Freestone (24), Davey Cathels (27), Yadin Nicol (30) e Nathan Hedge (43), o sul-africano Beyrick De Vries (31), o espanhol Gony Zubizarreta (37) e o costa-ricense Carlos Muñoz (44), entre outros.

23 Países na Joaquina – Os estrangeiros são maioria entre os 167 inscritos na categoria masculina do ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro, com 89 surfistas de vinte países contra 78 brasileiros. O maior contingente vem dos Estados Unidos com dezesseis participantes, seguidos pela Australia (11), Havaí (9), França (8), África do Sul (6), Argentina (5), Espanha (4), Portugal (4), Taiti (4), Japão (4), Nova Zelândia (3), Chile (3), Guadalupe (2), Costa Rica (2), Peru (2), Venezuela (2), Uruguai (1), Marrocos (1), Indonésia (1) e Ilha Reunião (1).

Entre as meninas o fato se repete e a maioria das 28 participantes já confirmadas para o ASP 5-Star Oceano Santa Catarina Pro é de outros nove países, dezoito no total contra dez do Brasil, cuja lista é encabeçada por duas ex-tops do WCT, a cearense Silvana Lima e a catarinense Jacqueline Silva. O maior pelotão estrangeiro é do Havaí com cinco inscritas, seguido pela Austrália (4), França (2), África do Sul (2), Estados Unidos (1), Inglaterra (1), Espanha (1), Argentina (1) e Barbados (1). Com isso, o número de países que estarão representados na Joaquina sobe para 23, incluindo a inglesa Keshia Eyre e Chelsea Tuach, de Barbados, duas nações que não têm nenhum inscrito na categoria masculina.

A expectativa é grande para o retorno de um dos principais palcos da história do surfe brasileiro ao cenário internacional. A Praia da Joaquina não recebe uma etapa do circuito qualificatório para o WCT desde 2002 e o sul-africano Travis Logie, que hoje integra a divisão de elite do ASP World Tour, foi quem festejou o último título na Ilha da Magia. Mas, o recordista de vitórias na “Joaca” é o catarinense Neco Padaratz, campeão em 1995 e 1998. No total, foram onze etapas do extinto WQS (World Qualifying Series) realizadas na praia mais famosa da Ilha de Santa Catarina entre os anos de 1992 e 2002 e o Oceano Santa Catarina Pro agora vai dar continuidade na história da Joaquina no Circuito Mundial.

Campeões Na Joaca – A torcida que certamente vai lotar a Praia da Joaquina é para mais uma vitória brasileira nas ondas da “Joaca”. Na estreia do Mundial WQS em 1992, quando a ASP implantou as duas divisões no Circuito Mundial, quem fez a festa no alto do pódio foi o australiano Michael Barry. No mesmo ano aconteceu outra etapa que foi vencida pelo baiano Jojó de Olivença. Em 1993, foram mais duas provas e ambas conquistadas por brasileiros que igualmente já aposentaram a carreira de surfista profissional, o carioca Pedro Muller e o paulista Tinguinha Lima.

Em 1994, o havaiano Shane Dorian quebrou a série de vitórias verde-amarelas, que logo voltou com Neco Padaratz sendo bicampeão em 1995 e 1998 (em 1996 e 1997 não teve nenhuma etapa), o paraibano Fábio Gouveia vencendo em 1999 e o baiano Armando Daltro comemorou o último título brasileiro na Joaquina em 2000. Em 2001, o campeão foi o francês Mikael Picon e em 2002 a vitória foi sul-africana de Travis Logie, único que ainda continua participando do Circuito Mundial da ASP até hoje, inclusive sendo um dos top-34 da elite atual do WCT.

Sobre a Oceano – A Oceano é uma marca de surfwear 100% catarinense, criada em Joinville há 34 anos por um apaixonado pelo esporte desde criança. Hoje, produz peças do vestuário masculino adulto e infantil com matérias primas de qualidade e processos industriais sustentáveis, fazendo reciclagem de produtos e eliminando desperdícios. Por entender que todos devem ter atitudes responsáveis de preservação, a Oceano desenvolve o projeto KOB – Keep the Ocean Blue (Mantenha o Oceano Azul) e sempre apoiou as categorias de base do surfe catarinense. O Oceano Santa Catarina Pro é o primeiro grande evento que patrocina, para projetar ainda mais a marca nacionalmente e até internacionalmente.

O Oceano Santa Catarina Pro é uma realização da Federação Catarinense de Surf (FECASURF), com patrocínio do Governo do Estado de Santa Catarina, através da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, e da FESPORTE; co-patrocínio da Prefeitura Municipal de Florianópolis e Fundação Municipal de Esportes; apoio da G-Shock, Skull Surf Boards, Ponto Eventos Especiais e Associação de Surf da Joaquina (ASJ), contando ainda com as ações sociais do Projeto KOB (Keep The Ocean Blue) e Surfista Doador e a parceira das ONGs Parceiros do Mar, Mar Brasil e Prancha Ecológica. O Jornal Drop e a Rádio S365 são os parceiros de mídia do evento homologado pela ASP South America como a quarta e última etapa do ASP Qualification Series 2014 com status 6 estrelas, que será transmitida ao vivo na internet pelo www.oceanopro.com

Premiação milionária – Os surfistas terão uma premiação que ultrapassa a casa do 1 milhão de Reais para disputar nos quatro eventos que encerram o calendário 2014 da ASP South America. Serão 480 mil dólares distribuídos nas três etapas masculinas do ASP Qualification Series e 85 mil dólares nas três provas femininas. O O´Neill SP Prime é o evento mais valioso e vai dividir 250 mil dólares entre os 96 participantes, pois todos recebem premiação em dinheiro e a vitória vale 6.500 pontos.

No Oceano Santa Catarina Pro serão 170 mil dólares, com 135 mil no ASP 6-Star masculino que vale 3.500 pontos e mais 35 mil dólares no ASP 5-Star feminino de 2.000 pontos. No ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival da Bahia, as duas categorias totalizam 125 mil dólares, 95 mil para os homens e 30 mil para as mulheres, com as vitórias valendo 1.000 pontos. E as meninas terão mais 20 mil dólares oferecidos no ASP 3-Star Maui and Sons Woman Pichilemu Pro do Chile.


Sobre os autores:

Gabriella Simões fez Fotografia Digital no Sesc e é associada a Arfoc/Brasil através da Arfoc/BA. Miguel Brusell é formado em Comunicação Social na UFBA, tem pós em Gestão de Informações para Multimeios na FTC e bloga desde 2003.
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