» » Com apoio de Adalvo, Abdala é eleito presidente da FBSurf

Numa eleição que se arrastou por mais de sete meses, marcada por forte movimentação política e diversas denuncias de irregularidades nas redes sociais, Carlos Abdalla foi eleito presidente da Federação Baiana de Surf.

Por: Miguel Brusell
Foto: Divulgação FBSurf

O pleito aconteceu na noite desta terça (22), no Auditório Astor Pessoa, na FTC, em Salvador, sem a presença de atletas, público, imprensa e com voto secreto.

Para comandar a entidade suprema do Surf no Estado até o ano de 2018, Abdala vai contar com a diretoria formada por Brício Argolo (vice-presidente), Rosa Cayres (secretária) e André Cardoso (tesoureiro). Bastante experiente, com a vida profissional toda voltada para o surf, Carlos Abdala é uma solução de continuidade ao que vem acontecendo nos últimos anos no Surf no Estado.

Para chegar ao cargo contou com apoio do ex-presidente da FBSurf e atual presidente da Confederação Brasileira de Surf, Adalvo Argolo e quase todos os responsáveis pelo Surf no Estado como juízes, organizadores e as principais entidades que organizam o esporte. A eleição foi marcada por um grande número de chapas inscritas no pleito. Sete chapas disputaram o pleito.

Entre os derrotados, muita queixa de irregularidades e lamentações nas redes sociais. O ex-presidente da FBSurf e um dos principais candidatos da oposição, Carlos Moraes lidera as queixas. Mandinho (ex-presidente) acatou a chapa de Abdala como elegível mas, segundo o estatuto, está Inelegível porque o tesoureiro da chapa, Andre Cardoso, não é dirigente de nenhuma entidade filiadas", acusa o candidato derrotado.

Segundo Moraes, a regra é a seguinte: "só podem se candidatar dirigentes da Federação e dirigentes das filiadas com mais de 2 anos de voluntariado", afirma. Segundo o ex-presidente, o grupo liderado por Adalvo Argolo (que tinha interesse na eleição de Abdala) cometeu um ato político sério. "Adalvo inscreveu cinco chapas com muitos inelegíveis e, administrativamente, só o presidente poderia impugnar a eleição.

Está manobra do ex presidente foi decisiva na votação de como seria o processo de eleição (sem a presença de atletas, público, imprensa e com voto secreto), já que, por incrível que pareça, foram os próprios candidatos que decidiram isto e não os atletas ou as entidades filiadas à Federação.

Carlos Moraes argumenta. "As chapas (que concorreram no pleito) são inelegíveis. Só estão ai porque foram lançadas cinco chapas que na verdade eram uma só. Assim tiveram 5 votos na Comissão e assim se aprovou tudo em vantagem para Abadala e Adalvo. Essa eleição de hoje (22) deve ser anulada. Só podem concorrer dirigentes da federação e dirigentes de filiadas", afirma.

Nas redes sociais, o grito de Carlos Moraes ganhou apoio de Jose Stanchi Filho, um dos pioneiros do Surf Baiano. "Carlão, como sempre, é a bandeira do surf empunhada, procurando fazer com que o Surf baiano seja respeitado nacionalmente, e que os surfistas tenham, na Federação" uma referência e um aliado para competir e auxiliar no que for preciso. Admiro porque sabe lidar com surfista, mas política não é fácil" acredita o veterano surfista.


Sobre os autores:

Gabriella Simões fez Fotografia Digital no Sesc e é associada a Arfoc/Brasil através da Arfoc/BA. Miguel Brusell é formado em Comunicação Social na UFBA, tem pós em Gestão de Informações para Multimeios na FTC e bloga desde 2003.
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